segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Game over para Yves Ribeiro

Depois de cinco mandatos de prefeito seguidos, o que soma um total de 20 anos, Yves Ribeiro (PSB) se despede do Poder Executivo. O socialista, que começou a carreira política no MDB, na década de 1970, fecha o seu ciclo à frente da Prefeitura de Paulista, onde foi reeleito em 2008 e este ano ainda conseguiu fazer o seu sucessor, o vereador Junior Matuto (PSB). O prefeito itinerante, como ficou conhecido por também já ter governado Itapissuma (uma vez) e Igarassu (duas), se mostra satisfeito com sua trajetória e revela que não pretende voltar a disputar uma candidatura majoritária. O sentimento é de dever cumprido nesta área e as pretensões para o futuro estão voltadas para outro poder, o Legislativo. Yves tem a intenção de ser candidato a deputado federal, em 2014, e está confiante em suas chances de obter mais um sucesso nas urnas.

Yves chegou até cogitar uma candidatura no município de Abreu e Lima, inclusive, alegando ter pesquisas de intenção de votos que o colocavam numa boa posição. Porém há uma jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de 2008, impedindo que o prefeito troque de domicílio eleitoral para concorrer à prefeitura de outra cidade.

À Folha, o socialista disse que, desde outubro, vem “arrumando” a cidade para fazer uma sucessão tranquila. Ele passará a cadeira para Junior Matuto, eleito com o seu apoio, ponto que gosta de enfatizar. “Já fui prefeito em três municípios e, além de me reeleger, sempre consegui fazer meus sucessores, e isso é muito gratificante porque é o reconhecimento do meu trabalho”, conta orgulhoso.

Faltando apenas três semanas para o fim do seu último mandato, o socialista se apega ao fato de ser conhecido nos sete municípios do Litoral Norte, que juntos teriam cerca de 440 mil eleitores, para fazer planos de chegar à Câmara dos Deputados. “Acho que tenho uma boa chance de conseguir porque sempre trabalhei muito nesses sete municípios, governei três deles e, na eleição deste ano, dos cinco que eu apoiei, conquistamos a vitória em três. Agora quero dar minha contribuição para Região de outra forma, através do Legislativo, trabalhando em Brasília para trazer investimentos e avanços para o Litoral Norte de Pernambuco”, destacou.

Yves ressaltou ainda que o seu partido deverá apoiá-lo na empreitada. “Já conversei com o governador Eduardo Campos e devo ter outra conversa antes de terminar o ano. Mas, de antemão, o PSB acredita nas minhas chances e deve, sim, me apoiar”, enfatizou.

METROPOLITANO

O socialista, que não gosta muito do título de prefeito itinerante, se classifica como um “indivíduo metropolitano” e que busca a melhoria do conjunto. “Os problemas de Igarassu, Paulista, Abreu e Lima e outros são muito parecidos. É a questão do lixo, do transporte, da violência, da educação precária. Ter um representante no Congresso é um ótimo caminho e será a minha oportunidade de trabalhar para todas as sete cidades do Litoral Norte e ajudar os seus prefeitos”, cravou.

Tendo em vista essa meta, Yves planeja trabalhar duro nos próximos dois anos para garantir a sua eleição, mas também revela a possibilidade de fazer parte do Governo Estadual. “Há uma possibilidade de o governador me convocar, mas, independente disso, eu já estou preparando um grupo de trabalho no sentido de ajudar os prefeitos dos sete municípios com a minha experiência de gestão”.

Ele também ressalta as boas relações em Brasília e com empresas que podem trazer desenvolvimento para a Região. “Graças a Deus, eu tenho um conhecimento grande em Brasília, nos ministérios, nas entidades e posso ajudar nas negociações para trazer investimentos. Além disso, ao longo da minha carreira de prefeito, fiz muita parceria com empresas privadas. Consegui trazer muitas empresas e ainda posso contribuir neste sentido”, acrescentou.

Sobre a sucessão da cidade, Yves Ribeiro reconhece que não está sendo fácil deixar a cidade organizada para o próximo prefeito. “Tivemos muitas perdas, cerca de R$ 12 milhões, devido à queda do FPM e do ICMS, mas estou fazendo o possível”, garante. O prefeito se arrisca ainda a dar um conselho a Junior Matuto. “Se eu tivesse mais um pouco de tempo, e é esse conselho que eu dou para o futuro gestor, eu faria um recadastramento na cidade. Paulista cresceu muito, e o cadastro não acompanhou. Foram muitas novas construções e eu faria um recadastramento porque a cidade está perdendo muito em arrecadação”, destacou.*FolhaPE*

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Total de visualizações de página

Seguidores