quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Projeto de transporte no Capibaribe gera polêmica
O primeiro encontro entre população e representantes do governo de Pernambuco para debater a navegabilidade do Rio Capibaribe foi marcado por muita polêmica e algumas perguntas sem resposta. A audiência pública aconteceu nesta terça-feira (09), no auditório da Secretaria das Cidades. O evento teve a participação de ambientalistas, professores e pescadores.
A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) mostrou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) realizado por meio de uma consultoria. O geólogo Francisco Caruso Júnior apresentou os detalhes de seis meses de estudo em todo o Capibaribe, feito entre março e setembro deste ano.
Alguns questionamentos relacionados principalmente aos impactos ambiental e socioeconômico foram levantados. “Como vão ficar os pescadores que hoje sustentam as famílias?”, perguntou Augusto de Lima, da Colônia Z-1 de pescadores. Outras questões falavam sobre a retirada de famílias ribeirinhas que ainda resistem em alguns pontos às margens do rio, no Centro do Recife.
A secretária executiva de Articulação da Secretaria das Cidades, Ana Suassuna, respondeu alguns questionamentos. “Esse é um primeiro contato, primeiro momento de discussão. Vocês estão trazendo informações que poderão ser usadas para mudarmos o projeto”, assegurou.
Mesmo assim, algumas questões mais difíceis e polêmicas ficaram sem resposta. “ Para onde vão as mais de 800 mil toneladas de detritos que precisarão ser retiradas do rio através da dragagem? Para esse projeto funcionar, precisamos dragar o Capibaribe”, lembrou o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Capibaribe, Ricardo Braga.(Fonte: JC/ (Foto: Bernardo Soares/JC Imagem)
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